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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pujança e miséria do ativo RNER3 ou Lojas Rener



                                                                 Foi fundada em 1912 por Antonio Jacob Rener e as suas ações vieram para a bolsa em 1967. Especializou-se em lojas de departamentos de moda em 1991. No ano de 1998 o americano J. C. Penney passou a ter a maioria das ações mas desfez delas diluídas na bolsa em  2005. Os estrangeiros tem mais de 70% do capital.

                                                                 Valor em 28/10/11. Nesta data o ativo fechou em 29,45, ou seja, quase a metade dos valores de Outubro de 2010.
                                                               

                                                                 3T11. O balanço do terceiro trimestre de 2011 não foi bem recebido pelo mercado e o ativo caiu os espetaculares -7,53 na data de 28/10/11. Os dois principais motivos são:  baixo crescimento das vendas; e recuo de 0,5% no lucro líquido.

                                                                 Apesar dos últimos pesares é um dos melhores ativos da bolsa. O seu índice de distribuição de dividendos é de 75%, significa que em seus estatutos está consignado que esse valor do lucro da empresa deve ser distribuído entre os acionistas.

Pujança e miséria do ativo GFSA3 ou GAFISA

Pujança e miséria do ativo GFSA3.


                                                                Alguns anos atrás esta ação já chegou a valer mais de R$ 15,00. Comprou a incorporadora Tenda momento em que houve grande euforia enchendo os incautos de esperança.

...dançarino de túmulo...
                                                                   San Zell, o dançarino de túmulo. Existe um grande investidor internacional através de um fundo de investimento chamado de San Zell, este Senhor, dado a sua inteligência ímpar para lidar com investimentos  arriscados, ganhou o apelido de Dançarino de Túmulo. No início dos anos noventa houve uma grande desvalorização imobiliária nos Estados Unidos; Como venho dizendo o mercado é cíclico, há subidas de escada e descidas de elevador e ele percebendo a descida de elevador com a iminente subida foi às compras e com a retomada do setor imobiliário ganhou rios de dinheiro até que o setor começou a dar mostras de tibiezas com a consequente explosão da mais fantástica bolha imobiliária criada no planeta até agora, a bolha imobiliária americana. Acredito, fazendo uma ressalva, que esta bolha pode ser superada pela enigmática bolha chinesa que já mostrou as suas garras até em uma reportagem do Fantástico. O melhor seria o enfrentamento do problema, com remédios amargos. Lá na frente nem remédio amargo adianta, aliás acredito que já é tarde demais. Voltando a San Zell digo que ele em 2005 comprou 30% de participações nesta empresa e, inclusive ajudou a lançar ativos dela nos EUA, só que ele não dorme de touca, abandonou o barco definitivamente em 2011 e de lá prá cá as ações só fazem cair. Muitos investidores estão presos nesta ação com valores bem salgados e o horizonte não parece azul. O certo, no momento, é ficar de olhos arregalados e segurando o queixo, acompanhar o ativo como se fosse uma novela e ver o final de tudo, entrar agora, só para profissionais. Acompanhar a odisseia de um ativo acho mais interessante do que novelas uma vez que a coisa é real com lucros polpudos para poucos e grandes prejuízos para muitos. Sobre o prestígio de Zell digo que o fundo institucional da Universidade de Michigan investe nos fundos dele. Ele também teve muitos prejuízos com os seus fundos no setor imobiliário. Outro grande prejuízo dele foi a compra do Los Angeles Times. A grande verdade é que quando as grandes crises chegam, sobra para todo o mundo, o motivo disso é que globalmente o mundo é uma economia fechada, alguns ganham e outros perdem.


San Zell investiu e já caiu fora
                              Gafisa e Alphavillle. Na data de  02.10.2006, a Gafisa celebrou Acordo de Investimento, por meio do qual foram estabelecidas as regras e condições visando seu ingresso no capital social de Alphaville Investimentos S.A. ou AUSA, inicialmente com uma participação equivalente a 60% neste ano,  elevada para 80% em 2010 e atingiu 100% em 2012.
                                                                          

                                                                                        Aquisição da Tenda em 2008. Entre os problemas da Gafisa está a aquisição da Tenda. O negócio, fechado no fogaréu da crise de 2008, foi festejado pelo mercado como uma forma de a Gafisa ganhar relevância entre a população de baixa renda justamente em um momento em que o segmento explodia com o programa Minha Casa, Minha Vida. A realidade cortante é que a Tenda apresentou resultados insatisfatórios mesmo considerando o preço baixo pago em 2008. A Tenda enfrenta altas taxas de inadimplência dos compradores, baixa capacidade de execução dos projetos prometidos e rentabilidade próxima a zero. A Gafisa tem demitido funcionários, atrasado pagamento a fornecedores e sido obrigada a aceitar juros altos para captar dinheiro no mercado. Pagar juros mais altos quando as pernas da empresa estão fracas, este é o carma da empresa que está ruindo, se já não bastasse a fraqueza, o crédito seca ou quando está disponível os juros são altos.
                                      

                                                                            Dívida. Nunca se esqueçam que a empresa tem uma dívida de dois bilhões e novecentos milhões de reais, vejo a dívida como astronômica. O investidor em relação à dívidas tem de ter sempre em mente que elas são sempre maiores que as anunciadas. Isso é incrível, sempre deixam de contabilizar uma despesa aqui, uma dívida acolá, uma multa, juros, correções monetárias e por aí afora, até que lá na frente os dados são atualizados. Outro fato em relação às dívidas é que elas tem o péssimo costume de aumentar de maneira descontrolável quando o prédio começa a ruir com uma consequente desvalorização patrimonial. Uma empresa arrumar dívidas na atual conjuntura econômica de quase três bilhões é assustador. Parece dívida de um país modesto. As empresas brasileiras deveriam de ser orientadas a não fazer dívidas. O governo está incentivando o contrário, fazer dívidas. Fazer dívidas nunca foi e será bom, dívida deve ser uma exceção, se fosse o contrário elas não teriam destaque em um balanço de uma empresa.

...segundo o IBGE existem cerca de 6 milhões de imóveis vazios no Brasil...
                                                            

                                                                         Indício de bolha imobiliária. Embora os teimosos negam mas este fato é um indício sólido que a área de construção não vai bem. Tanto é que a velocidade de vendas desta empresa caiu. Se não existe bolha é inegável que agora em Outubro/2011 o setor não é mais Alice no País das Maravilhas. Segundo o IBGE existem cerca de 6 milhões de imóveis vazios no Brasil, na Cidade de Goiás, antiga capital, temos milhares de imóveis praticamente fechados para uma população que não chega a 20.000 habitantes. Esses dados na vida real são muito maiores. Destarte, a propalada falta de imóveis não é tão real assim; é apenas um jogo falacioso de palavras dos eufóricos. Existem milhões e milhões de pessoas morando em situações precárias no Brasil, fato inegável, só que a maioria desta pessoas são os chamados NINJAS ou no income, no job and no asset, ou ainda, sem renda, emprego fixo e bens. A concentração de renda no Brasil é altíssima, a qual é medida por um índice e ele é um dos maiores do mundo e continua alto mesmo depois de toda esta propaganda do PT. O brasileiro é minimalista ou contenta com pouco, muito pouco.


                                                                          EZTEC. A empresa com melhores fundamentos na área de construção é a Eztec e circula a notícia de que poderia comprar a Gafisa. Comprar uma empresa com tantos processos e dívidas pode ser nefasto e nefando para a Eztec. Comprar empresa no momento em que há sinais de bolha imobiliária ao lado do malefício europeu ou na melhor das hipóteses mercado imobiliário em processo de arrefecimento. Comprar dívidas e processos na atual conjuntura econômica tenho como otimismo exagerado da Eztec. Ficaria mais entusiasmado em levantar uma empresa do zero com tanta tecnologia à disposição e ociosa no mercado. O negócio pode ser bom para a Gafisa. Inclusive, os problemas da Gafisa se deve também ao fato de ter adquirido a Tenda. Por outro lado pense, as empresas imobiliárias tem interesse que nenhuma delas quebre, se quebrar a primeira poderá ocorrer o chamado efeito dominó.
                             

                                                                         O terceiro trimestre de 2011. A Gafisa teve lucro de Julho a Setembro de R$ 46,2 milhões, contra R$ 116,6 milhões um ano antes. O valor ficou abaixo da previsão média de seis analistas, de ganho de R$ 101,2 milhões. Este lucro é muito pequeno, decepcionante. Pensem no lucro pequeno em relação ao valor da dívida.

                                                                          O dia tétrico de 19/12/11. Neste dia cabuloso os investidores tiveram um presente macabro, queda de -12,97% e chegou nos R$ 4,43. A queda sesquipedal é justificada pelo endividamento da empresa. Falamos da dívida acima, às deveras é preocupante, digo que o ativo já deveria ter caído antes. Provavelmente, um grande investidor vendeu e muito. Crescimento com dívidas, com crédito é periculoso, não é real, tudo tem de dar, se não a vaca vai pro brejo. Todas as bolhas nascem com o crédito tresloucado. O crédito tresloucado é incentivado por políticos que querem se manter no poder a qualquer custo, nunca se esqueçam disso. Novas quedas estão pairando no horizonte, podem ocorrer repiques enganadores. Outra empresa que vale em bolsa menos da metade do valor patrimonial da ação é a Gafisa. A incorporadora é bem menos rentável e muito mais endividada que as principais concorrentes. No centro de todos os problemas, está a desastrosa aquisição da Tenda. O negócio, fechado no olho do furacão da crise de 2008, foi saudado pelo mercado como uma forma de a Gafisa ganhar relevância entre a população de baixa renda justamente em um momento em que o segmento explodia com o programa Minha Casa, Minha Vida. O problema é que a Tenda apresentou resultados insatisfatórios mesmo considerando o preço baixo pago em 2008. A Tenda enfrenta altas taxas de inadimplência dos compradores, baixa capacidade de execução dos projetos prometidos e rentabilidade próxima a zero. A própria Gafisa admite que será necessário fazer uma revisão geral dos contratos assinados e que só vai conhecer a real dimensão do problema em 2012. Enquanto isso, a incorporadora tem demitido funcionários, atrasado pagamento a fornecedores e sido obrigada a aceitar juros altos para captar dinheiro no mercado.

                                                                      Fevereiro de 2012, o solo contaminado da Gafisa. Dois condomínios de luxo em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, têm o solo e a água contaminados por metais pesados. O terreno, é de uma antiga área industrial da Companhia Brasileira de Plástico Monsanto. Ali foram erguidos cinco torres de mais de 20 andares cada, divididas em dois condomínios com cerca de 500 apartamentos. A cetesb notificou os proprietários e a Gafisa de que o aviso sobre a contaminação passaria a constar na matrícula do imóvel. No condomínio não há uso de poços artesianos. Isto desvaloriza os imóveis e a empresa pode enfrentar 500 ações anulatórias de vendas ou de redução do valor pago, o que poderá impactar negativamente a empresa em um futuro próximo.
                                                                     

                                                                      O último trimestre de 2011, o pior dos trimestres. Revelou prejuízos de um bilhão de reais, foi a gota d'água para que o ativo caísse como caiu.
                                                                     

                                                                       Primeiro trimestre de 2012.  Fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 31,5 milhões de reais. Um ano antes, a perda tinha sido de 43,3 milhões de reais. Este prejuízo comparado com o anterior foi na verdade uma recuperação.


                                                                       Segundo trimestre de 2012, um oásis da Gafisa.  O segundo trimestre revelou, finalmente, um parco lucro líquido de 1 milhão de reais, revertendo resultado negativo de 31,8 milhões de reais no mesmo período do ano passado. A maioria das previsões era de prejuízos embora pequenos. entregou 34 projetos, em um total de 6.032 unidades, aumento de 38 por cento ante as 4.359 unidades entregues ao longo do segundo trimestre do ano passado. A estimativa de entregas para o ano é de 24 mil unidades. As vendas contratadas consolidadas no segundo trimestre somaram 630,3 milhões de reais, crescimento de 54 sobre os três primeiros meses do ano e queda de 45% na comparação com o mesmo período de 2011. Assim, sem embargo dos resultados não serem bons e nem ótimos mas tendo em conta o que vinha ocorrendo apareceu no horizonte um lenitivo, um oásis. Agora, a empresa, ainda precisa melhorar muito. Só este trimestre não é suficiente para cairmos de cabeça no ativo. Pelo menos, o valor de R$ 2,13 atingido em 6 de Junho de 2012 parece um fundo. Em 9/8/2012 fechou em R$ 3,11. Pelo que vimos acima muitos já levaram prejuízos neste ativo. Só este trimestre, não indica investimento para longo prazo. A decadência do setor imobiliário nos prepocupa e muito. Por outro lado, o que a melhora de um balanço não faz, faz até milagre, ou seja na data de 10 de agosto de 2012 o ativo subiu a exuberante percentagem de 15,43 fechando em R$ 3,59.  






quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pujança e miséria do ativo FJTA4 ou Forjas Taurus


Pujança e miséria do ativo FJTA4.
Já custou mais de R$ 14,00 reais
em 2007.  Na data de 19.10.11 fechou
nos míseros R$ 1,64
...os políticos querem salvar toda humanidade com leis aparentemente boas e com conversa fiada...

exício=ruína

O revólver RT-44 lançado em 1994 foi
o primeiro revólver calibre 44 magnum
 brasileiro. Seis tiros
...incrível aumento de 193,6% em 2006...

                                                                 Pujança. Uma saga histórica. A empresa Forjas Taurus S.A. é gaúcha, foi fundada no ano de 1937 tendo como objetivo a fabricação de ferramentas e hoje fica entre as maiores fabricantes de armas leves do mundo. Atualmente, além de armas, fabrica capacetes e máquinas.  Na verdade, só no ano de 194l começou a produzir armas e a primeira delas foi o histórico revólver 38101 SO, que acabou fazendo muito sucesso. A empresa já teve um revés grave, ou seja, com o advento do golpe militar de 1964 aumentou-se a burocracia em relação a venda de armas o que redundou em dificuldades financeiras para a empresa, levando-a a vender partes de suas ações para uma de suas maiores rivais, a Smith & Wesson dos Estados Unidos. No ano de 1977 a brasileira Polimetal Participações S.A. adquiriu as ações desta empresa e ela voltou a ser brasileira.

Foto da legendária arma PT1911, a
primeira pistola da Taurus.
Ganhou o prêmio Handgun The Year
em 2007 nos EUA. 

                                 A Beretta na vida da Taurus. No ano de 1974 a empresa italiana Beretta assinou um grande contrato com o exército brasileiro para fornecimento de armas, com a condição de produzí-las no Brasil e aqui contratar mão de obra, acordo que se findou em 1980. Em razão disso,  a Beretta vendeu a sua fábrica e projetos para a Taurus que desenvolveu a PT-92 e a PT-96, armas de 9mm, que foram grandes sucessos. Recentemente fez parceria com a israelense IMI (Israelense Weapon Industries) para produzir o fuzil de assalto Bullpup Tavor que pode ser adquirido pelo exército brasileiro.  A partir de 2005 produz a arma PT 1911 desenhada em 1911 pelo genial designer de armas John M. Browning.                                                
Revólver RT 410. Ganhou o prêmio Handgun
The Year em 2008

                                                                Ano de 1997. No Brasil sempre tivemos duas grandes  fabricantes de armas, a Taurus e a Rossi, infelizmente esta última foi adquirida pela primeira no ano de 1997. Outro marco na história da Taurus.

                                                                  O ano de 2006 foi de glória. Neste ano a empresa passou por bons momentos, houve uma liberação de verbas do governo para compra de equipamento para a polícia. A ação encerrou o ano com incríveis aumentos de 193,6%.
PT 24/7 Pro. Ganhou o prêmio
Handgun The Year em 2005
                                                              1°/Jul/11. Anunciou desdobramento de ações na proporção de 1:29 e posterior reagrupamento de 21:1. isto para aderir ao novo nível de governança e absorver as ações do controlador Polimetal. Segundo o mercado isso não foi bom para a empresa uma vez que incorporou as dívidas do controlador que são maiores que a sua participação na empresa.
                                                               Na data de 7 de Julho de 2011 aderiu ao Nível 2 de governança corporativa com um ruído de aumento de 19,25%. Com esta simples notícia o ativo subiu neste dia a percentagem vistosa de 19,25% e fechou a R$ 3,16. Esclareço que a ação já custou mais de R$ 14,00 reais no ano de 2007. Hoje, alguns meses depois custa menos de dois reais. O investidor deve estar atento em suas aplicações nos chamados Ruídos. O que é um ruído? Ruído é uma notícia que dá um um impacto rápido no preço do ativo mas que não se segura. Serve para incautos venderem ou comprarem. Na verdade o bom de qualquer empresa chama-se lucro líquido, constante e sólido, este lucro líquido nunca deve ser confundido com lucros eventuais ou que não se repetirão. Em resumo, esta aderência ao nível 2 de governança foi apenas um ruído e quem está no mercado já está cansado de ver isto ou notícias que nada tem a haver.

Taurus RT-85, calibre 38, lançado
em 1983e ainda fabricado
                                                                 Miséria. A indústria de armas de fogo é extremamente competitiva, ou seja, elas enfrentam uma concorrência extrema, se cochilarem o cachimbo cai. Vejam bem, a simples ideia de fazer um plebiscito comandada por um político ou intervenção política no mundo dos negócios pode ter repercussões drásticas em uma empresa ou levá-la até a falência. Por isso, em um país civilizado, os políticos devem evitar o máximo possível interferir no jogo econômico. As empresas, geralmente, tem planos de longo prazo e a mudança das regras do jogo depois que ele começou é nefasta e nefanda. Como os políticos não desaparecerão nos próximos séculos, o investidor tem que ficar on line acompanhando as notícias e atento aos seus planos de salvar toda humanidade apenas com conversa fiada e leis aparentemente boas. Logo após a ideia de um novo plebiscito sobre a proibição de armas o ativo começou a cair, ao lado disso, sem dúvida contribuiu o fator europeu.

Fábrica da Taurus no Rio Grande
do Sul
                                                                11/8/11. Emitiu 50 milhões em debêntures para alongamento de dívidas com vencimento em cinco anos.

                                                                  Outubro/2011. Fez proposta de 14 milhões para adquirir a Steelinject da Lupatech (Lupa3), excluindo as dívidas.

                                                                                                                                     Fator dólar. O dólar desvalorizado e o real em patamares nunca visto antes prejudica e muito a indústria exportadora nacional. A Taurus exporta em torno de 70%, ou seja, vive de exportações. Destarte, com a crise nos Estados Unidos para onde exporta muito e a valorização do real exsurgiram dois grandes motivos para o desbrilho deste ativo. E as coisas não estão boas, a Europa parece-me que só tem um caminho ou desvalorizar o Euro. Se isto acontecer será outro exício na indústria brasileira que exporta muito para o continente. 
PT 92, a primeira pistola
da Taurus calibre 9 mm. Pistola
do Projeto Beretta M-92. 15 tiros.
Faz parte do armamento do
Exército brasileiro.

                                                                          Liquidez. Liquidez é a capacidade de um bem ser transformado rapidamente em dinheiro em espécie. A empresa tem poucos negócios na bolsa, hoje em torno de 70 com baixo volume ou envolvendo pequenas somas de dinheiro. Isso é outro fator negativo. Por isso, é um ativo facilmente manipulável. Muitas pessoas estão presas no ativo desde o ano de 2007 com prejuízos sesquipedais, um ano de ouro na bolsa de valores.

                                                           Fantasma da Glock. A empresa Glock em 2007 fabricava armas melhores que a Taurus e havia boatos que pretendia entrar no mercado brasileiro, logo depois veio a crise de 2008 e o assunto morreu. Ha uma lei que previlegia a indústria nacional de armas, mesmo que elas sejam mais caras e piores.
Taurus Slim 740
                                                                                         
                                                            Empresa familiar. É vista como empresa familiar o que não é bom para os investiudores.

                                                             Razão das quedas de 2011. Apresentou prejuízos no 2T10. O que destrói um ativo são prejuízos e perspectivas desfavoráveis quanto a estes, isto tudo tendo como ator coadjuvante o fator europeu/2011. É o que está acontecendo. Por outro lado, pode fazer oferta pública de ações, o que diluiria o capital.

                                                           Futuro. O plebiscito será aprovado? A situação europeia contornada? O ativo voltará aos bons tempos, terá uma nova pujança? São perguntas que não devem ser respondidas pelo Princípio da Imprevisibilidade do Futuro. Agora, nada impede as nossas apostas, trata-se de uma boa empresa em dificuldades momentâneas uma vez que o seu histórico é de sobreviver diante das adversidades  e até adquirir outras empresas. Só que tudo pode acontecer. Pode ocorrer até uma grande desvalorização cambial com grande melhora da economia americana, aí, acredito em valorização certa.

                                                                        
Fuzil de assalto bullpup Tavor


                                                                      Armas menos letais. Se fóssemos empresário do ramo de armas, investiria pesado no segmento de armas menos letais. O objetivo de toda arma deveria de ser apenas imobilizar o oponente e entregá-lo ao justo julgamento e não o Princípio do Maior Estrago Possível. Armas que não dão nenhuma chance ao oponente devem ser questionadas. As armas podem evoluir muito como meio de defesa e imobilização, na verdade evoluíram pouco, no meu entendimento.
Revólver RT 889, acabamento fino.

              18/10/2011, fechou nos míseros R$ 1,64. Estamos de olho. Nunca cometa o erro crasso de só comprar porque caiu muito, como dizem, você pode pegar faca caindo. O que cai, pode cair mais ainda ou desgraça pouca é bobagem dito colhido no jardim da sapiência do povo.


...o objetivo de toda a arma devedria de ser apenas imobilizar o oponente e entregá-lo ao justo julgamento...

RT-410, The Judge se destaca pelo tambor enorme.
Dispara cartucho 36 de espingarda. 5 tiros
Raging Bull (Touro furioso ou indomável em inglês, faz-nos lembrar  do Filme Touro Indomável),
modelo 444, calibre 44 magnum, o mais poderoso revólver da Taurus,
pode ser usado na caça de grandes animais.

...pegar faca caindo...



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pujança e miséria do ativo AGEN11 ou Agrenco


Pujança e miséria do
 ativo AGEN11 ou Agrenco

...não há mais o que fazer
senão retirarmo-nos muito airosos,
e, como dizem, o morto à cova, e
o vivo à fogaça. Homero.




...euforia em investimentos é uma espécie de compra do futuro a peso de ouro...



                                                            Pujança. O ano de 2007 foi um ano de Euforia na bolsa com vários IPOs ou ofertas iniciais de ações em inglês. Em 25 Outubro de 2007 foi encerrado o IPO da Agrenco. Empresa fundada em 1992, com sede em Bermudas. Os seus ativos são denominados de BDRs ou Brasiliam Depositary Receipt por isso o número 11 e não o 3 e o 4, os mais usados pelas empresas nacionais, sendo que o seu preço final ficou em R$ 10,40 operação que rendeu a empresa a quantia de R$ 666 milhões de reais. A intenção do IPO era captar quase um bilhão e meio, ou seja, ele foi um fracasso em termos de valores.


                                                               Exemplificativamente, saiu na Revista Dinheiro Rural de Novembro de 2007 o seguinte trecho eufórico sobre este ativo:


                                                               
                                                               O empresário paulista Antonio Iafelice é uma ave rara no agronegócio brasileiro. Quinze anos atrás, ele criou a trading Agrenco, com sede em Paris e atuação na América do Sul, na Europa e na Ásia. Obstinado, ele logo passou a competir com gigantes como Bunge e Cargill. De alguns anos para cá, Iafelice começou a organizar grandes encontros internacionais para discutir o futuro da agricultura não só no Brasil, como no mundo todo. Seu grande salto, porém, foi concluído no fim de outubro. No dia 24 do mês passado, a Agrenco finalizou seu lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo. Com a operação de IPO, coordenada pelos bancos Credit Suisse e ABN Amro, a empresa de Iafelice levantou R$ 666,2 milhões, numa das maiores captações da história do agronegócio brasileiro. Comercializadas com preço inicial de R$ 10,40, as ações da Agrenco serão negociadas sob o código AGEN11. A grande dúvida agora é: o que este empreendedor ousado fará com tanto dinheiro?

...o que este empreendedor ousado fará com tanto dinheiro?
                                                             

                                                                     Miséria. Todo investimento pode ser aquinhoado por fatos de força maior em seu caminho, como por exemplo uma operação da Polícia Federa. Na data de 20 de Junho de 2007, uma tragédia para o ativo começava por volta das às 6 horas da manhã, ou seja, o Sr. Antonio Iafelice Presidente da Agrenco, desembarcava de um avião que vinha de Paris, onde morava desde o ano de 1992, para assistir ao casamento de um sobrinho, só que ali estavam esperando por ele alguns policiais para cumprir um mandado de prisão. Logo em seguida a polícia iniciou a Operação Influenza quando foram presos outras pessoas importantes da empresa.  Pesava contra os encarcerados a acusação de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato, crimes contra o sistema financeiro, desvio de dinheiro por meio de laranjas, simulação de exportação de soja entre outras denúncias. Em Junho/07 as cotações da ação giravam em torno de R$ 4,00 e com a operação elas despencaram escandalosamente para apenas R$ 0,1, uma verdadeira tragédia para o bolso de milhares de pequenos investidores. As ações foram suspensas. A empresa ficou à beira da falência e depois entrou em recuperação judicial. Logo depois, o Sr. Antônio conseguiu uma prisão domiciliar por ter sérios problemas cardíacos. No final de 2008 a dívida estava em mais de 2 bilhões de reais e a empresa passou por umsa vedrdadeira via crucis para normalizar as suas atividades. Recentemente, o Sr. Antonio Iafelice e outros envolvidos  foram absolvido de todas as acusações.

...os IPOs vêm contaminados de euforia...
                                                             


                                                                           Credit Suisse. Algo que não podemos esquecer é que o Credit Suisse, em abril/07, detentor de uma pequena percentagem de açõies desta empresa tinha soltado relatórios prevendo boas perspectivas para os ativos. No primeiro trimestre de 2011 a empresa teve mais de 110 milhões de reais em  prejuizos. Nos últimos meses a melhor cotação foi de R$ 3,85 em 28/01/09. Na data de 11/10/2011 fechou em R$ 0,41. Também nunca se esqueça que a empresa antes do IPO passou por auditoria da KPMG.



                                                              Aprendizado de diamante. Se nós erramos e aprendemos, este aprendizado vale ouro, se aprendemos com os erros dos outros, este aprendizado vale diamantes bem lapidados, é de diamante em razão deste aprendizado não custar dor ou dinheiro, por isso, este aprendizado é difícil de ser assimilado. Muitos tem dificuldades em aprender até errando, é necessário que erre muito, perca tudo e só depois disso consegue aprender outros nem nestes sofrimentos. Destarte, aprendemos com a AGEN11:

...na bolsa há formações de correntes...
                                                       

                                                                      IPOs. Os IPOs são arriscados, são periculosos em razão de virem contaminados de euforia, algo nefasto para o investidor;

                                                               se a empresa diz que parte do dinheiro arrecadado na oferta inicial de ações é para pagar dívidas, no caso da AGRENCO seria de de 47%, significa que o investimento é ruim, é péssimo porque investir em dívidas de empresa é muito otimismo, lógico que cada caso é um caso diferente;

                                                                se o IPO é um fracasso em termos de valores significa que o mercado profissionalizado não está tão otimista assim;
                                                                euforia sobre qualquer atividade, como foi a do biodiesel, é uma espécie de compra do futuro a peso de ouro, claro que se o investidor der o pulo certo poderá multiplicar o seu capital por várias vezes, só que o que acontece geralmente é o contrário, uma aplicação espetacular dessa é difícil. Se nós observarmos melhor o mercado, todo mundo está louco atrás de um ativo sensacional, mas na maioria dos casos tudo ficará nas promessas e especulações tendo como base a esperança humana. Na bolsa também há formação de correntes, só que estas são mais sofisticadas. O sistema de transmissão da corrente só funciona com um ingresso cada dia maior de investidores e com a sua valorização constante, quando alguns resolvem abandonar o ativo as quedas são sesquipedais.


                                                             especialistas do Credit Suisse não são confiáveis;

                                                             reportagens de revistas de bancas de jornais também não são confiáveis.
...investir em dívidas de empresas é muito otimismo...
                                                             Futuro. O certo, o que foi revelado pelo destino foi que muitos investidores até agora estão com prejuízos monstruosos, ficaram segurando o mico, a ver navios. Agora, e o futuro, será que a empresa é viável, os ativos vão se valorizar? Essa é a pergunta que fica. No primeiro trimestre de 2011 como já dissemos o prejuízo foi de mais de 100 milhões de reais, os dados do segundo trimestre/11, não foram divulgados ainda.
...sardinha de espicha...espichar signifca enfiar peixes pelas guelras em uma varinha.

...sardinha de espicha...espichar signifca enfiar peixes pelas guelras em uma varinha.

Bom dia a todos!
Que o nosso dia seja iluminado.
Contagem regressiva para o nosso foguete subir.....
Avante!!! (Mensagem de um forista alguns meses atrás)

                                                               Balanço tétrico de 2011. Em 2011 o nosso ativo emplacou queda total de -94,81 % e fechou na data de 29/12/11 nos míseros.

                                                                 O dia em que o ativo subiu 147%. Por incrível que pareça na data de 4 de Janeiro de 2012 o ativo subiu os retumbantes e vistosos 147,6% indo até o valor de R$ 0,32, isto depois de subir 13,33% no dia anterior. Será um chicken fly? (vôo de galinha ou repique).
                                                                        Z.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pujança e miséria do ativo ECOD3 ou ECODIESEL agora VAGR3 ou Vanguarda

Pujança e miséria do ativo ECOD3 ou
Brasil Ecodiesel. O IPO saiu a R$ 12,00,
em 7/10/11 R$ 0,55

...no início a euforia tomou conta deste ativo...
                                                                                  Pujança. Esta empresa é fruto de uma euforia vivida no Brasil em relação ao biodiesel. Imaginavam, os otimistas, que o biodiesel seria o combustível do futuro em pouco tempo, isto em razão do escasseamento do petróleo, por ser o biodiesel supostamente mais correto ecologicamente e, também pelos discursos inflamados do Presidente da República Lula.  Assim, criou-se a euforia e a conclusão que chegaram foi que  uma empresa que abrisse capital para explorar esta tendência se daria bem e os investidores mais apressados seguiram este caminho em uma manada otimista baseada em bons argumentos. Estes fatos instigaram a imaginação e se desenhou no horizonte os pequenos agricultores produzindo mamona, melhorando de vida e as empresas  do setor como as novas Apple. O ano de 2007 foi de pujança para a bolsa, inclusive, com dezenas de IPOs, e a Brasil Ecodiesel no seu Ipo de 2007 foi lançada custando a quantia estratosférica de R$ 12,00. A euforia tomou conta de todos e as ações atingiram cifras bem superiores a esta. O bom e o ruim do mercado financeiro é que ele compra o futuro ou as expectativas positivas. Se você for o último a comprar o sucesso pagará caro, se for o primeiro e as coisas desandarem idem.

...Presidente da República conduzindo manadas de euforia...
                                                                                  Miséria. Só que a realidade é outra, produzir biodiesel, ainda, não é competitivo e por outro lado, dado a dificuldade das mamonas as empresas começaram a produzir biodiesel de soja. A perda do selo social. Este fato também contribuiu para quedas vertiginosas da ação, mas na verdade o que jogou os preços no chão é a ineficiência do biodiesael como combustível alternativo, tanto é, que a posterior recuperação do selo não catapultou o ativo. O ativo fechou na data de 7 de Outubro de 2011 em R$ 0,55. Imaginem um romântico buy and hold que comprou o ativo por 12,00 ou mais. O melhor preço recente é R$ 1,40, fechamento na data de 19 de Janeiro de 2010.
                                                   
                                                                                      Nunca se esqueça desta reportagem do Valor Econômico uma vez que em matéria de investimentos a credibilidade é tudo:

                                                                                    "A CVM solicitou mais informações à Brasil Ecodiesel depois que reportagem do Valor publicada no dia 8 indicou que um dos sócios controladores da companhia, detentor de 47,7% do seu capital por meio da empresa Eco Green Solutions, tem identidade desconhecida. Adicionalmente, a reportagem relatou a existência de rumores de que o sócio oculto poderia ser o empresário Daniel Birmann, fundador e ex-controlador da Ecodiesel. Ele foi inabilitado pela própria CVM para exercer cargos em companhias abertas depois de condenado por abuso de poder de controle e descumprimento de deveres de diligência e lealdade, entre outros. No total, são quatro processos administrativos, cujas decisões ainda estão sujeitas a recurso."

                                                                                   Apelido. Muitas pessoas tem restrições a fóruns de ações, contudo, ali estão os investidores comuns e sentir a pulsão psicológica deles é interessante; os fóruns são informais, às vezes com belas pitadas de espírito zombeteiro, sem falar em comentários muito melhores e mais realistas que de muitos especialistas interessados apenas no dinheiro dos investidores. Nos fóruns o nosso ativo acabou ganhando o apelido de MICODIESEL.
...se for o último a comprar o sucesso, pagará caro...
                                                                                  

                                                                            Futuro. A direção da empresa tentando reverter o quadro desfavorável  na data de 9 de Agosto de 2011 incorporou a empresa Vanguarda. A sua subsidiária integral Maeda vendeu a sua participação de 25% na Tropical Bioenergia. Em Setembro de 2011 a Ecodiesel vendeu a sua Fábrica de Óleos de Itumbiara-Go. Há um movimento no congresso para a criação da bancada do biodiesel que lutará para que o acréscimo ao diesel seja de 20%, reduções tributárias, novo marco regulatório para o biodiesel e outros interesses. A sorte do ativo está lançada, atualmente ele gira em torno de R$ 0,60, mas não tem mais o glamour que teve e imaginamos que não terá. A concorrência é dura no setor mesmo, que o biodiesel prospere. A empresa parece ter reconhecido as dificuldades do biodiesel e está procurando alternativas. A partir do dia 13 de setembro/;2011 o código ECOD3 será substituído pelo VAGR3 ou Vanguarda na bolsa. As esperanças podem se renovar. Por equanto, este ativo é um caso sensacional de prejuízos aos pequenos investidores, clássico em termos de euforia, que merece ser estudado a fundo, acompanhado por anos e com opinião formada só daqui a alguns anos. Acompanharemos esta epopéia.

...acabou ganhando o apelido de micodiesel...

                                                                                                                             Nova venda de bens em Novembro/11. Anunciou no dia 10 de novembro deste ano a conclusão da venda de sua unidade de extração de óleo vegetal e da usina de biodiesel localizadas em São Luiz Gonzaga e em Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul, à Câmera Agroalimentos. O negócio foi fechado por R$ 55,45 milhões para pagamento em três anos com recebimento de R$ 25 milhões no ato da assinatura, e o restante (R$ 30,44 milhões) será quitado em 36 parcelas mensais fixas.

                                                                               Prejuízo do terceiro trimestre de 2011 de R$ 70,25 milhões. Deverasmente, a empresa não consegue dar alegrias aos investidores, esse resultado é desesperante se colocarmos a nossa atenção nos prejuízos do terceiro trimestre de 2010 quando foram de R$ 2,59 milhões.

 ...E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu", do romance Olhai os Lírios do Campo, do gaúcho Érico Verissimo...


                                                           Em 15 de Dezembro de 2011 o protocolo de um escândalo cabeludo. Entre os dias 12 e 16 de Dezembro/2011 as ações desta ermpresa caíram -24,53% e segundo o mercado o motivo foi o conselheiro fiscal dela, Sr. Juliano Malara, ter protocolado uma represenção na CVM contra os investidores Hélio Seibel e Otaviano Pivetta, o primeiro teria vendido 14,5 milhões de ações no dia 14/Nov/11, horas antes da divulgação do prejuízo de mais de 70 milhões e o segundo vendido em 5/12/11 7 milhões de ações em período de vedação por conta da venda de usinas da Vanguarda. Só no dia 12/12/11 o ativo caiu os inacreditáveis 11,30, seguido dos 4,2%, 6.6% e 4,7%, nos três dias seguintes. Estes Senhores se deram muito mal investindo no micodiesel. Certamente, estavasm desesperados ou melhor desesperadíssimos, no superlativo absoluto sintético. Por aí concluímos que os grandes investidores levam imensos preuízos aplicando em esperanças que não se realizam. Um pequeno investidor ou uma Sardinha teria melhores condições de sair do ativo, sem derrubar a cotação, se tivesse aplicado alguns anos atrás o Terceiro Grande Axioma de Zurique ou Da Esperança:


                                                                              Quando o barco começar a afundar, não reze. Abandone-o.


                                                                                Por outro lado, nuncam façam preço médio mormente em porcaria, como muitos fizeram neste ativo, sempre movidos por esperanças tolas embaladas até por um Presidente da República, senão você contrariará o 15º Axioma Menor de Zurique:

                                    Jamais tente salvar um investimento fazendo "preço médio". 

                                   O preço médio é apenas uma ilusão numérica quando se trata de mico, na verdade o prejuízo e o da compra nos valores mais altos e, depois, prejuízos nos baixos valores pagos pelo ativo tentando fazer preço médio, tudo movido pela ESPERANÇA. Outro fato que não é discutido no Brasil é o fato de nossas bolsas não serem na verdade de VALORES e sim de mercadorias. Nuncam se esqueçam que não temos muitas empresas capazes de agregar valores como os EUA e outros países têm, exemplificativamente, o Google (Por enquanto). É necessário entendermos as nossas Esperanças profundamente, mormente nos investimentos, por isso é que escrevemos o texto Pandora, a mulher de todos os dons e Epimeteu, o que pensa depois, onde concluímos:                                
      

                                                                        "Fechando o vaso de maldades de tampa larga. Como sempre nos mitos temos a queda e elevação, o eterno cimento das narrativas, neste caso específico temos o homem espiritualmente como pura esperança, as crianças são por conseguinte, a esperança da esperança. A esperança produz a fé, o pensamento positivo, a força de vontade e o suor. Nada é mais correto que o ditado: a esperança é a última que morre. Quando alguém diz isso, se refere ao homem em sua essência como filho de Pandora e de Epimeteu sempre à espera de dias melhores. O verbo esperar deve ser pensado e repensado, será que deveremos ficar, outrossim, eternamente esperando Godot?  Somos contagem regressiva  desde o momento em que nascemos e mesmo assim somos um vaso cheio de esperanças, temos em nossa história biológica este germe, se não fosse assim os homens passariam a suicidar sistematicamente já que a morte parece tirar sentido de tudo e de todos. A mulher no mito é a terra ávida por vidas e morte. Talvez, a esperança final do homem é a busca da imortalidade, vejo isso como ideia subjacente em tudo que acontece no mundo. A ciência tem potencializado este germe que se recusa a morrer, as cirurgias plásticas que o digam." Segue o baile.

                                                                9/1/12, o dia em que as ações subiram 9,38%. Neste dia as açõe subiram estrondosamente em razão de suposto interesse do BTG Pactual no ativo ao adquirir 10,6% das ações da empresa. Na verdade um dos sócios da empresa o Sr. Otaviano Pivetta pagou uma dívida com parte de suas ações ao banco. O Sr. Antonio Pivetta tinha 26,6% das ações agora tem 16%. O perigo é o banco alienar as suas ações e esta queda ser devolvida e vertiginosamente. O novo sócio só recebeu dívidas, ou seja, não quis realmente investir na empresa. O banco pode é sim ter desinteresse total no ativo e não interesse como alguns querem entender. Pela leitura da notícia suscinta os fatos podem ser interpretados equivocadamente. Agora uma venda de 10,6% de ações de uma empresa pode provocar uma avalanche de quedas.

 ...é a única do Ibovespa a valer menos de um bilhão de reais no mercado.

                                                                                 O dia em que o ativo subiu  os espetaculares 11,76% e tocou nos R$ 0,38 e o terceiro trimestre de 2012. Foi no dia 9 de Novembro de 2012. O motivo por incrível que pareça foi o anúncio no dia anterior de um aumento de capital ou diluição dos acionistas minoritários. A diluição é no porte de 350 milhões, uma grande quantia. Tomem tento, o número atual de ações é de 2.320.145.338, o aumento proposto é de 1.166.666.667,  totalizando 3.486.812.00. Contudo, este aumento tem uma explicação científica, ou seja, o aumento contará com a participação de um fundo ou Fundo Gávea Investimentos. Só que o ativo na diluição, no devoramento, sairá por trinta centavos. Agora, comprar nos R$ 0,30 é um estimulante, um motivo forte para que estes vendam por qualquer valor acima disto o ativo, ou seja, estes R$ 0,38 parecem não ter sustentabilidade ao longo do tempo. De qualquer maneira teremos ações em demasia no mercado em um abiente de aversão ao risco. O tempo dirá. Outro fato importante nesta data é que a empresa é a única do Ibovespa a valer menos de um bilhão de reais no mercado. Quanto ao terceiro trimestre de 2012 a empresa apresentou prejuízos de R$ 17,14, uma redução de 75% entre o terceiro trimestre de 2011 e 2012, outro fato preocupante, a receita da companhia caiu 43,38%, atingindo R$ 162,06 milhões.




O IPO de 2007 saiu em R$ 12,00. Na
data de 7/10/2011 R$ 0,55.

...em matéria de investimentos a credibilidade é tudo...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pujança e miséria do ativo HYPE3 ou Hypermarcas

No ano de 2011, até o dia 5 de Outubro
já caiu incríveis -63,48%. Neste dia fechou a R$ 8,18.
 Na data de 7/11/11teve queda espetacular de 8,67¨
fechando em R$ 7,68.


                                                        Pujança. Algum tempo atrás esta empresa chegou a ser chamada de Unilever brasileira. Tinha feito 25 aquisições de outras empresas, passou a ser dona das marcas Etti, Monange, Assolan, Bozzano, Pom Pom dentre outras. Em maio de 2010 o valor da ação girava em torno de R$ 25,00, os otimistas falavam em valores de até R$ 40,00 para o ativo para o final de 2011.

                                                        Miséria. Se existem os otimistas vagando pelo mundo, graças à Zeus, pai dos deuses e dos homens, temos os pessimistas, os dois espíritos são necessários e complementares, infelizmente, muitos não conseguem entender isso. Se os otimistas apelidaram o ativo de Unileverr brasileira, os pessimistas apelidaram a empresa de polvo em alusão aos vários tentáculos deste bicho comparados com as dezenas de empresas do grupo Hypermarcas. Os pessimistas tem fumos de razão, ou seja, administrar uma empresa é difícil, imaginem várias com gestões totalmente diferentes. Não causaria nenhuma surpresa para eles o polvo se perder nos próprios tentáculos; algo como correr atrás de vários coelhos ao mesmo tempo; no primeiro trimestre de 2011 o lucro líquido caiu -40,3% em comparação com o mesmo período de 2010. Daí em diante houve quedas sistemáticas, neste ano até o dia 5/10 a queda é de -63.48% e em um ano de -70.17%.


                                                         A empresa vendo-se em dificuldades anunciou que não faria mais aquisições. Recentemente, surgiram notícias que estaria vendendo a marca Bozzano, notícia logo desmentida. Outro fato que nunca deve ser esquecido pelo investidor é que o ramo da empresa é o varejo, setor extremamente concorrido, com margens pequenas nos lucros e perspectivas de piora do quadro, ou seja, a concorrência, só faz aumentar, a guerra é sangrenta. Os juros brasileiros sempre foram um dos mais altos no mundo, tudo é explicado pelo fato do governo gastar mais do que devia, tudo impunemente, provocando inflação, aumento dos juros e prejudicando todos os varejistas. É a nossa triste realidade. O propalado aumento do poder aquisitivo da população de baixa renda não é fator que justificaria tanto otimismo; é que o aumento do consumo ocorreu pelo endividamento e não pelo pagamento à vista.

                                                       Para piorarem as coisas no começo deste ano saiu uma reportagem no site exame.com com previsão de perspectivas sombrias para o ano de 2011/2012 para a empresa.

                                                        Por outro lado o setor de varejo no mês de Setembro, como um todo, não foi bem. As incertezas europeias já fez o índice Bovespa cair quase 25%, ou seja, não só esta ação cai, como as outras. Só que as quedas do ativo HYPE3 fez dele o campeão, por enquanto leva a taça de maior queda.

                                                         
                                                        Outubro/2011. Anunciou a venda de algumas de suas marcas do setor de limpeza para a Flora. Isto está acontecendo em razão do setor de alimentos e higiene no Brasil nos últimos anos ter se tornado muito competitivo, dezenas de marcas foram lançadas. Está tentando vender a sua marca Etti; sentindo o peso da concorrência a empresa resolveu focar as suas atividades nos setores de medicamentos e higiene pessoal onde as empresas que compram são mais diluídas. O varejo é mais dominado pelo Pão de Açucar, Carrefou e Walmart.


                                                           O dia negro de 7/11/11. Neste dia o ativo recuou 8,57% cotado a R$ 7,68, tudo em razão do prejuízo de R$ 190,5 milhões no terceiro trimestre de 2011. No mesmo período do ano de 2010 o lucro foi de 78 milhões.



                                                          Será que haverá nova pujança do ativo no longo prazo se transforma\ndo na Unilever brasileira ou ele se tornará, sem choro e vela, em um Polvo travado pelos seus próprios tentáculos? Esta é a resposta que o futuro reserva. Ninguém neste mundo poderá responder com absoluta certeza esta alta indagação. Sempre será a pergunta sem resposta que ficará nestes textos específicos. Deverasmente, quem comprou na alta, na euforia, amarga prejuízos que parfecem por enquanto irrecuperáveis. prejuízos, Senhores, façam as suas apostas! Acrescentaremos acontecimentos relevantes sobre o ativo nos próximos anos.          
                                     

                                                              Janeiro/2012. Saiu o comentário que O BTG Pactual, de André Esteves, estaria negociando sua entrada no bloco de controle da Hypermarcas. A notícia é da coluna Direto da Fonte, de O Estado de S.Paulo. O interesse do banco de André Esteves na Hypermarcas surge quatro meses após um relatório do BTG Pactual derrubar o preço das ações da empresa assustadoramente nos últimos meses. No mê de setembro, o analista Fábio Monteiro, do BTG Pactual, divulgou um relatório expondo algumas preocupações em relação à capacidade de crescimento da Hypermarcas, o que o levou a rebaixar a recomendação da empresa de compra para neutra. Em razão desta notícia o ativo abriu em 6 de Janeiro de 2012 com a alta espetacular de +6,91% batendo na casa dos R$ 10,05. Pode ser um ruído ou uma notícia inconsistente, independentemente de ser verdadeira ou falsa, ou um fato relevante que fará o ativo subir com solidez, merece o estudo. O bom e risível é que o BTG bate no ativo como um lutador de boxe com o adversário nas cordas e depois interessa em comprar.


                                                                Primeiro trimestre de 2012, o trimestre em que o ativo se redimiu. Foi fantástico sair dos resultados ruins e apontar um lucro líquido de R$ 40,8 milhões e, ainda foi 24,01% superior ao de um ano antes. Foi de encher os olhos. Gosto muito dos lucros positivos e ao lado deles a receita líquida  e esta avançou 13,8%para R$ 897,1 milhões. Outra boa notícia foi o anúncio do início das operações da fábrica em Senador Canedo para Julho de 2012.


                                                                Segundo trimestre de 2012. Apontou prejuízo líquido de R$ 29,9 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro líquido de 53,3 milhões de reais obtido no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa as despesas financeiras maiores decorrentes da variação cambial foram as maiores responsáveis pelo resultado ruim. Para piorar nos seis primeiros meses do ano, o lucro líquido da Hypermarcas ficou em 10,9 milhões de reais, queda de 87,4 por cento ante os 86,2 milhões de reais em igual período em 2011. Agora, um fato interessente foi o avanço da receita líquida, ou seja, foi de 957 milhões de reais no segundo trimestre, 11% maior que um ano antes. Nos seis primeiros meses do ano, a receita avançou 12,4%, para 1,854 bilhão de reais também um ano antes. Foram melhores que o esperado.



Finado Polvo Paul acertou 100% dos resultados da
copa do mundo de 2010. Os polvos vivem pouco.
Será que a Hypermarcas é um polvo como
 dizem alguns?